Quem leu o livro Caçador de Pipas entende bem o significado do título desse post. Aliás, a uma semana alguém que amo muito me presenteou com esse livro e em poucos dias eu havia, literalmente, devorado cada letrinha que lá existe.
Fico pensando, que na nossa vida fugimos de certas situações e essas atitudes nos rondam por todo tempo como se fossem fantasmas a nossa volta. E apenas quando decidimos enfrentar tais 'fantasmas' é que conseguimos nos desvencilhar do passado, seja ele qual for.
Em outras situações tendemos a protelar uma escolha ou decisão, porque tememos errar ou perder o que já conquistamos, afinal, nos parece mais fácil (ou menos difícil) não ter algo, do que perder aquilo que temos ou tivemos. E por medo deixamos de viver instantes que poderiam ser especiais... únicos!
O medo nos rouba esses momentos, por medo de perder... perdemos! Tudo fica mais simples fugindo, evitando... Mais simples?!
E fazemos um 'faz de conta' no nosso dia-a-dia. Faz de conta que somos indiscutivelmente corretos, incrivelmente sensatos, inabalavelmente corajosos!? É... tentamos ser.
Assim, tentamos acertar, procuramos paliativos e saídas que nos tragam respostas, muitas vezes para perguntas que nem fizemos, mas incansavelmente buscamos, procuramos... Saimos correndo!
Já falei tantas vezes sobre solidão, saudade, sonhos, medo, prioridades...
Vejo que de alguma forma tudo está interligado na nossa vida. Erros e acertos, sensatez e insensatez, certo e errado.... esses últimos existem? Ou o certo é aquilo que nos faz bem e nos traz paz, simplesmente isso! Complicado é qdo tentamos acertar mas a nossa paz já está diretamente ligada à outrem.
Não sei se busco respostas na vida, mas sou inevitavelmente, eterna 'cobradora' de mim mesma. Isso faz, muitas vezes, com que eu me perca nas minhas próprias cobranças. E talvez para amenizar o peso tento me tornar cética, como um escudo que vem me proteger, mas certamente por tempo 'determinado'.
Que bom seria poder facilitar tudo na vida e fazer o que muitos julgam o mais simples e ao mesmo tempo mais difícil , que é VIVER!
'Ahhh... Quem me dera não sentir ausência de mim mesma... nem de vc!'
Já faz tempo que me determinei a enfrentar meu sótão onde guardo tudo que não está mais sendo usado. Quer dizer, o que chamo de sótão é um pequeno cômodo com pouca luz, pois sua única abertura é a porta de entrada. Desde quando vi um filme em que havia uma casa com sótão e onde a família guardava coisas e coisas até de gerações anteriores a sua, que quis ter um sótão.
Resolvi improvisar, por que sótão tem que estar lá em cima, abaixo do telhado, iluminado por clarabóia? Isso é imagem da infância que ficou na minha mente... um espaço reservado, só meu, é o suficiente... E assim criei meu sótão e por anos fui guardando coisas nele. Não sei quando e nem porque o sótão passou a me preocupar, estava lotado, e tanto que nem sabia mais o que havia por lá. Quando queria depositar mais algum treco, empurrava pela porta adentro. Não permitia a entrada de ninguém no meu sótão. Nem mãe, nem marido, nem filhos, nem amigos... bem, uma vez abri a porta para alguém que interessou-se por alguns poucos guardados, leu um dos livros, ouviu um disco ainda de vinil, pesquisou umas roupas e partiu, não o encontrei mais.
Agora estou determinada a enfrentar e analisar todas as coisas armazenadas no meu sótão e já perdi a conta dos dias que estou dentro dele. Não, não desapareci dos olhos de ninguém, cumpro meus compromissos com minha presença física, porque a mental continua no sótão. Tem coisas que a um simples olhar concluo que suas permanências são desnecessárias, estão atrapalhando a ordem do meu sótão e percebo que não sei porque as guardei. Outras em que me detenho por horas, até decidir se continuam guardadas ou serão descartadas, na verdade, quando surge essa dúvida quase sempre o destino da coisa é o saco de lixo. E me pergunto:
“Se sei que irá para a lixeira, por que perco tempo com ela?“. E me respondo: “E se me arrepender depois? Se me fizer falta algum dia?” Levo horas para decidir...
Já perdi a conta dos dias em que estou enfrentando meus guardados. Com a ordem sendo aos poucos instalada, sinto-me tranqüila. Já até esqueço o sótão quando não estou nele e aos poucos a entrada no sótão está se tornado prazerosa. Com o sofá que encontrei, o tapete vermelho e também a luminária, criei um cantinho aconchegante, pois agora convidarei algumas pessoas especiais para conhecê-lo... Poucas.
- Um dos textos que mais gosto da minha amiga querida Hilda, Perfect! -
Hoje em dia basta ligar a Tv para vermos que nosso mundo tem caminhado em meio a tragédias, tristezas, caos... Bom, acho que faço parte da 'ala' privilegiada que liga a Tv para ver isso, porque a grande maioria tem vivido muito disso no seu dia a dia.
Esses dias vendo sobre a tragédia de Angra vi a história de uma moça que perdeu todos os irmãos e a mãe e uma outra que perdeu os filhos e os pais, na hora comentei com minha mãe que Deus podia ter misericórdia dessas pessoas e levá-las tbém, porque por um instante me coloquei no lugar delas e partir seria realmente o que eu desejaria, pois a dor é incalculável.
Acredito que hoje em dia todos cremos em algo, uns chamam de força Maior, outros de Universo e tantos nomes, mas a verdade é que há um só Deus, seja com qual nome for e apesar de tantas tragédias que vemos e tanta maldade, eu creio nesse Deus de Amor, que de alguma forma está sempre ao nosso lado, presente em especial nos instantes mais difíceis, esse é o Deus do Impossível.
Não vou questionar o porque de tanta dor no mundo. Dentro da minha pequenez eu nunca seria capaz de entender os porque's, seria como já citou Sto Agostinho: 'Como colocar toda água do Mar em um pequeno buraco na areia'...
Porque resolvi falar disso hoje? Não sei... Talvez porque não consigo ser indiferente a tudo que tem acontecido e de repente meus problemas se tornaram tão pequenos, quase insignificantes e vejo o quanto tenho à agradecer! Ser grata por cada instante que vivo ao lado de pessoas tão especiais... filhos abençoados... família por mais que seja imperfeita, é sempre a que 'cata os caquinhos' quando nos espatifamos... um amor que me acalenta, completa e me faz ver que recomeçar é sempre possível... amigos que aconchegam, enfim, qto à agradecer!
O que vivemos é e será sempre consequência de nossos atos ou até mesmo sofremos por escolhas alheias. Mas seja como for existe SIM uma 'força maior' que muitas vezes por nossas atitudes e escolhas nos afastamos, mas sempre que desejamos voltar, Ele nos acolhe, como ao filho pródigo, coloca sandália em nossos pés, anel em nosso dedo e festeja nosso retorno!
A Vida é um Milagre e há sempre um recomeço... permita-se!
Quem é do interior conhece bem essa frase 'Vai começar tuuuudo de novo', velha conhecida de rodeios e tal. Mas é bem apropriada para o momento... inicio de ano!
Dizem que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval, mas acho q esqueceram de avisar isso aos Iptu's, Ipva's e todos os I's da vida, pq nessa época pós ressaca vem esses presentinhos nada agradáveis... mas calma! Vc sobrevive, afinal sobreviveu aos anos anteriores, há a alternativa de surtar, porém, surtos não lhe darão descontos... então relax!
Deixemos de lado os I's e pensemos nos Re's... recomeçar, renovar, refazer, reencontrar, renascer!
O início de um ano nos traz essa sensação boa de que podemos recomeçar algo em nós mesmos, novas perspectivas, esperanças e sonhos renovados, 'idéias' realizadas, metas e planos possivelmente concretizados, mágoas esquecidas, amor vivenciado nas pequenas coisas... Particularmente fiz alguns pedidos ao novo ano e inumeras exigências a mim mesma.
Na verdade, o ano passado já não existe, o que restou foram as lembranças e aprendizados (ah, e algumas faturas básicas). Mas deixemos de lado coisas que não nos acrescentam em nada e olhemos para frente e assim vamos ver que a cada ano somos presenteados por Deus que nos permite mais uma vez nos renovar e ... Viver!
Bóra... e aproveite bem esse presente tão seu que é a Vida!
Não, eu não estou aqui para falar de Gustav Klimt, autor desse lindo quadro chamado O BEIJO. Aliás nem sei sobre o que vim falar mas vamos lá... Cada um tem uma forma de olhar uma obra de arte, uns com olhares críticos e técnicos, outros tantos com olhares de admiração e alguns com os olhos do coração.
Hoje pela primeira vez olhei essa tela com os olhos do coração, porque senti nela ternura, aconchego, proteção... Talvez sentimentos propícios e procurados nessa época de ano onde tantos de nós procuramos proteção no aconchego do lar, muitas vezes por estarmos distantes ou pela correria da vida, que nos deixa pouco tempo para essas coisas tão simples mas imensamente essenciais . Pois quantas vezes imaginamos que a felicidade está em algo grandioso e sequer percebemos que justamente nessa simplicidade é que encontramos o que nos acalenta a alma.
Enfim, desejo que nesse Natal aprendamos um pouco mais sobre essa simplicidade que vem de dentro e assim tentarmos olhar para o próximo com os olhos do coração, porque certamente é assim que Nosso Pai nos olha e nos vê tão preciosos.
'UM BEIJO' de Feliz Natal à todos !
e 'O BEIJO' a quem sabe ler as entrelinhas do meu coração!
Ele exerce em mim um encanto especial, ou deveria dizer, um fascínio total! Literalmente mergulho no azul desse mar fascinante quando simplesmente sento e fico observando seus movimentos, sua sutileza no ir e vir e ao mesmo tempo seu poder arrasador em suas respostas. Poucas vezes podemos usar a palavra imensidão, até hoje encontrei apenas duas situações que consigo usar com exatidão essa palavra... 'A imensidão do mar'... 'A imensidão do amor de Deus!'
Se vc nunca experimentou olhar o mar e falar com Deus, faça! É indescritível! O mar não tem só o poder de aproximar continentes mas também de nos aproximar de Deus, de permitirmos estar mais perto do nosso Criador. Essa época do ano e o Mar são perfeitos juntos, unido a essa reflexão natural que fazemos. Existe em si um certo ar de poesia do que se viveu, melancolia de vazios deixados, paixão por momentos sentidos, saudade de instantes esperados! Enfim, uma mistura de sensações deliciosamente sentidas por nós.
Já olhei o Mar nessa época e pensei: Que bom que o ano está acabando! Mas espero, que em um ano eu esteja olhando o Mar e pensando: Que pena que esse ano se foi! Não vou estar olhando o Mar no último dia desse ano mas se estivesse , olharia para toda essa imensidão que me lembra tantos sentimentos, aprendizados, momentos incrivelmente únicos presentes em mim e não só pensaria mas também diria: Obrigada!
Eu sempre me interessei por política, ou melhor, pela boa política, se é que posso dizer assim. Pois é fascinante esse poder que a política traz, de mudar e transformar a vida de tantos. Isso seria ótimo se não fosse o fato desse poder estar nas mãos de pessoas que se limitam aos seus próprios interesses e não tem em seus dicionários a palavra 'ética', talvez se tivessem, eles davam um jeitinho de burlar até mesmo o dicionário. Estes 'seres' que com poder nas mãos se acham sábios, qdo na verdade são apenas espertos jogadores oportunistas onde sua maior jogada está justamente na alienação do povo. Para que investir em educação se tudo que precisam é de um povo pouco informado e fácil manipulado. E aqueles que dizem não gostar de política por puro comodismo, se enganam em pensar que estão fora da política, pois ela está presente na nossa vida, no nosso dia a dia. Enfim, não vou ficar aqui dizendo coisas que estamos cansados de saber e ver, mas diante dos últimos acontecimentos minha indignação se faz presente. Esse poema abaixo escrevi há algum tempo, mas é incrivel como parece atual, talvez porque entre idas e vindas, tudo se mantem igual...
Certa vez li uma frase que diz: 'Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta' Alguém discorda?
Todos nós temos por natureza a necessidade de 'certezas' na nossa vida e muitas vezes não percebemos que a única certeza que realmente existe está na 'incerteza' que a vida nos traz.
Seria maravilhoso se na nossa vida pudessemos ter certezas que não nos fizessem cair no comodismo e assim usarmos nossa capacidade natural e única de olharmos ao nosso redor com a sensibilidade do coração, ao invés de deixarmos nos guiar por 'mapas e bússulas' alheias, aceitando verdades de outrem como se fossem nossas, pelo simples fato de nos ser cômodo.
Somos movidos por uma busca inquietante, seja no âmbito profissional, familiar ou pessoal. Essa incerteza talvez nos traga um certo temor, mas ao mesmo tempo nos fascina, nos motiva!
É incrivemente prazeroso quando nos deparamos com situações ou pessoas que tragam em si esse ' Q ' onde nos instigam a decifra-las. Aliás, o desconhecido causa uma certa fascinação em nós, nos leva a pensar e questionar justamente porque é uma interrogação a ser desvendada, como as incertezas de um sonho a ser concretizado, um desejo a ser realizado, um amor a ser deliciosamente e simplesmente vivido!... O amor traz consigo essa capacidade simples de ter apenas uma necessidade... a de ser vivido! Ele é o único que se desvenda por si só.
Talvez seremos capazes de encontrarmos a 'nossa certeza', quando conseguirmos descobrir realmente quem somos, sermos intimos de nós mesmos e respondermos nossas próprias perguntas.
Mas... o que seria a vida sem a magia das sedutoras perguntas capciosas?!..............rs.
Certa vez li em algum lugar que a solidão nada mais é do que a ausência de nós mesmos. Quantas vezes nos sentimos sós mesmo estando em meio a tantas pessoas?!
Não me refiro à uma 'solidão carente' onde a maior necessidade é termos alguém para desabafar, falar... E sim à 'solidão interior' no qual nos traz grandes aprendizados! É um amadurecimento, um tempo de conhecimento, pois isso só é possível quando conseguimos ficar a sós com nós mesmos. É uma 'privacidade' consigo mesmo, onde o silêncio é um grande aliado e encontramos respostas para as dúvidas que apenas nosso intimo conhece. Afinal, como podemos caminhar na vida se não conseguirmos refletir sobre nossa própria existência?!
Particularmente, eu gosto desses momentos Stand by, acredito que foi assim que aprendi a apreciar minha companhia, apenas temos que ter cuidado para que isso não se torne uma constante na nossa vida, pois inegavelmente, é delicioso a partilha de si mesmo com alguém, como diria o Lulu... com 'um certo alguém'!